terça-feira, 24 de abril de 2012

TABELA XII – EVOLUÇÃO DO FUNDO CONSTITUCIONAL DO DISTRITO FEDERAL


Bom dia Senhores,
Lido e analisado as respostas do Movimento unificado sobre a reunião de ontem, vamos às considerações:

1º) Creio, e espero estar certo, que os representantes que estão incumbidos de nos representarem sejam pessoas experientes, com tempo suficiente de caserna e maturidade suficiente para não acreditarem mais em conversa fiada de governo, afinal, todos os dias vemos na mídia governos e governantes expostos aos quatro cantos sem nenhum pudor;

2º) Mais uma mentira descarada o fato de quererem justificar a não concessão da integralidade do Risco de Morte, pois o próprio governador em campanha afirmou que uma das providências sua seria fixar o valor integralmente, endossado pelo seu fiel escudeiro, à época, deputado Patrício (esqueceram?) e porque agora usam esse discurso? Sem resposta, claro...

3º) Se o limite prudencial da LRS está chegando ao seu patamar, com certeza essa responsabilidade não pode ser creditada a nós e sim a uma má administração, pautada por favorecimentos de companheiros e criação desnecessárias de Secretarias de Estado (36 ao todo), muitas sem fundamentos ou justificativas plausíveis, para agregar partidários e dar respostas às coligações que o apoiaram durante a campanha;

4º) Se o GDF tivesse cumprido fielmente o propósito pelo qual foi instituído o Fundo Constitucional (arcar com manutenção da Segurança Pública de Brasília), o percentual apresentados pelos “técnicos” do GDF (e não são verdadeiros, vide tabela abaixo coletada no SIAFI – Sistema Integrado de Arrecadação Federal) deveriam ter sido direcionados as categorias, evitando-se o desgaste atual e o verdadeiro imbróglio que o governo se meteu para justificar a falta de reajustes. Além do mais, nossa classe não têm reajuste desde 2008, portanto não nos interessa dados de 2010 (vide tabela):
TABELA XII – EVOLUÇÃO DO FUNDO CONSTITUCIONAL DO DISTRITO FEDERAL
Ano
Pessoal
Custeio
Investimento
Total
Variação (%)
2006
4.834.895.729
383.123.659
39.633.414
5.257.652.803
18,21
2007
5.606.438.469
421.889.920
26.625.934
15,16
2008
481.801.116
30.911.253
6.595.047.178
8,91
2009
465.736.294
131.926.411
15,28
2010
497.835.717
152.674.549
7.685.378.372
1,07
2011
7.941.913.999
590.533.003
215.824.755
8.748.271.75
13,83
Fonte: SIAFI

5º) A “possibilidade” de reajustar o Auxílio Moradia e a Etapa de Alimentação, resolve em parte alguma coisa, mas sabemos que hoje não interessa às categorias nada que também não seja extensiva aos INATIVOS e PENSIONISTAS; dessa proposta, creio que somente o Auxílio Moradia é incorporado na inatividade e para que isso possa paliar a situação esse reajuste tem que ser bastante considerável, pois não se esqueçam e mais uma vez afirmo que o ATIVO DE HOJE SERÁ O INATIVO DE AMANHÃ.

6º) Com relação às promoções, creio que o manifesto partiu da pessoa errada; o Chefe da Casa Militar não teria que se pronunciar a esse respeito, pois o CMT Geral é outra pessoa e indicada por um Governador, estou certo? Aliás, na justificativa à tropa, onde está a manifestação do CMT Geral? Bom, voltando, se a Lei é absolutamente igual às corporações, qual a justificativa para ser utilizado um critério em uma(PMDF) e outro na outra(CBMDF)? Perguntas que deveriam ter sido feitas e talvez não a tenham sido, por isso não há respostas; se a gratificação do Risco de Morte foi implementada erroneamente, mais uma vez se configura falta de preparo de quem assessorou a elaboração da Lei, portanto, não é culpa nossa e o Governo deve ter mecanismos para que possa reparar esse erro grotesco;

7º) Quanto a questão do SVG (Serviço Voluntário Gratificado), afirmo-vos que temos que pensar alto e que isso não irá resolver nossos problemas; que o governo pode aumentá-lo e diminuir a carga horária isso nós já sabemos, mas será que têm interesse nisso? E em relação ao remanejamento de verbas, se não me falha a memória a Deputada Eliana Pedrosa já sugestionou algumas coisas numa Audiência Pública na CLDF que poderiam atender às reivindicações dos servidores do GDF, cabe agora ao governo analisá-las e usar o bom senso para implementá-las.

Conclusão: pelo exposto acima, acabamos de provar, mais uma vez, que falta SIM interesse político e boa vontade em atender às demandas das categorias; não nos deixemos enganar com discursos fantasiosos e muitas foram minhas sugestões ao Movimento para que apresentasse NÚMEROS concretos para que se sobrepusessem às colocações do GDF; não sei se foi o caso, mas a grande maioria dos “técnicos” do governo são auditores fiscais que não fazem outra coisa que não seja “comer” números e se não tivermos subsídios convincentes para apresentar, melhor nem comparecer até que tenhamos algo que possamos debater “tete à tete”. Mais uma vez colocaram-nos no bolso, literalmente, e agora vamos para mais uma “reunião” sem nada definido. Se nosso CMT Geral diz estar disposto a ajudar a tropa a qual comanda, não consigo entender como não disponibiliza os mecanismos existentes na corporação para que nossos representantes o utilizem para levantamento de dados a serem apresentados nas reuniões; cito como exemplo o fato de termos profissionais, praças e oficiais, e setores específicos como a DALF, que tem acesso ao SIAFI e podem municiar o Movimento Unificado de informações concretas.
Tenho prestado apoio irrestrito ao Movimento Unificado, mas considerar essa reunião a “melhor que já tivemos” é fugir de uma realidade que está estampada no rosto de mais de 16 mil policiais e bombeiros militares do Distrito Federal. RESPEITO e VALORIZAÇÃO é o que simplesmente pedimos.

TENENTE POLIGLOTA e SGT JOSENY...
“PMDF: POLICIAL BEM REMUNERADO, ESTADO BEM POLICIADO!”
“JUNTOS SOMOS MAIS QUE VENCEDORES!”
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