quarta-feira, 16 de maio de 2012

Depois de querer Policias burro governado do PR consegue aprovação com deputados aliados.


QUARTA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2012.

Assembleia derruba exigência de diploma para ingresso na PM


Com a medida, de autoria do Poder Executivo, ainda fica garantida a unificação das gratificações e adicionais ao salário-base dos integrantes das polícias do estado
Com 40 votos a favor e três contra a proposta, os parlamentares aprovaram, em primeira votação, texto com valores salariais criticados pela classe policial.
Os deputados do Paraná decidiram na tarde desta terça-feira (15) pela aprovação PEC que derruba a exigência do diploma de curso superior para policiais militares. Em primeira votação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), 40 parlamentares votaram a favor da PEC e três contra, além de uma abstenção. Com a PEC, também foram aprovados os valores salariais propostos pelo governador Beto Richa. A votação foi acompanhada por policiais militares.

Durante os debates, o deputado estadual Mauro Moraes (PSDB) afirmou que exigir o diploma de ensino superior aos jovens que querem ingressar na polícia é prejudicar candidatos que se preparam para o processo e não têm curso superior. Outros parlamentares que votaram contra a obrigatoriedade do diploma lembraram que os policiais, dentro da corporação, já tinham o Bacharel em Segurança Pública, exigido pela para quem entra na Polícia Militar como oficial.


Já o deputado estadual Professor Lemos (PT), um dos poucos parlamentares que defenderam a exigência do curso superior, ponderou em seu discurso que exigir graduação significa uma corporação melhor preparada para trabalhos de complexidade que os policiais têm nas ruas.

Posição da PM

O presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares (Amai), coronel Eliseo Furquim, diz que lastima a decisão e que a categoria agora vai repensar em como continuar na busca pela exigência de diploma e melhores salários. “O governo provou que é dono da Assembleia, que tem um grande poder dentro dela”, argumentou o coronel sobre a votação quase unânime a favor do texto apresentado pelo governador Beto Richa.

Sobre a obrigatoriedade do diploma para ingresso na Polícia Militar, Furquim ainda disse que os policiais não podem deixar que essa decisão seja definitiva. O coronel argumenta que o curso de Bacharel em Segurança Pública é um processo longo e caro para o estado. Além disso, para ele, o curso deixa despreparado o PM que sai da corporação. “Ele vai sair e não têm garantia de emprego com o curso. O melhor seria um curso de Bacharel em Direito para o ingresso como soldado e mais dois anos de formação policial na Academia [do Guatupê]”.

Furquim ainda disse que a Amai pretende fazer um trabalho junto com os policiais para que eles busquem a formação superior como forma de aprimorar a segurança pública e a Polícia Militar. “Ter formação superior da base [soldados] significa melhorar a segurança e a relação com a sociedade. Isso é bom para o povo”.

Salários

Com a aprovação da PEC, o reajuste concedido pelo governador Beto Richa também foi aprovado. O salário de um soldado da PM em início de carreira passa de R$ 2,4 mil para R$ 3,2 mil, aumento de 33%. O reajuste na folha de pagamento ocorre de acordo com o tempo de serviço do policial e a posição hierárquica que ocupa. Os valores também eram criticados pelos membros da corporação.

fonte: gazeta do povo
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