segunda-feira, 7 de maio de 2012

O Dia “D” para o Governo, os Militares do DF e a Sociedade.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Hoje, dia 07/05/2012, será um dia importante na conjuntura de Brasília; estarão na mesa de negociações governo e representantes de policiais e bombeiros em busca de uma solução para o embate o qual se envolveram por quase 04 meses, trazendo transtornos e descréditos à população, incertezas e insegurança naquela que foi construída para ser a cidade modelo para todo o país: BRASÍLIA.
A Operação Tartaruga deflagrada pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiro do DF, e que foi suspensa por 20 dias com a promessa de abertura de um canal de negociação, até então impossível de ser realizado pelo governo, extrapolou o âmbito das negociações trabalhistas para ingressar no perigoso terreno da politização e da desobediência.
O movimento da grande maioria de policiais e bombeiros militares insatisfeitos com seus soldos agravou uma situação que já se encontrava crítica — o avanço da criminalidade no Distrito Federal. Não é correto, no entanto, atribuir somente aos policiais e bombeiros que "tartarugaram" a onda de homicídios e sequestros relâmpagos que se abateu na capital da República. No fundo, a reivindicação salarial é consequência das falhas de gestão na segurança pública e a falta de compromisso do governo com as categorias em cumprir suas promessas de campanha.
Vários argumentos foram colocados à mesa aberta de negociação após a trégua acordada e não podem ser desconsiderados por nenhuma das partes: a) a impossibilidade do Governo do Distrito Federal em conceder aumento salarial, em função da Lei de Responsabilidade Fiscal (fato comprovado, porém rebatido pelos militares após comprovação numérica da possibilidade de remanejamento de verbas); b) os policiais militares da capital da República já gozaram do melhor salário do país e agora buscam sua retomada ao ranking, após quase 5 anos sem nenhum tipo de reajuste; c) em contrapartida, têm a menor remuneração em relação a outras categorias da segurança pública, como agentes de trânsito e policiais civis. É imprescindível que o GDF mantenha a postura do diálogo e a apresentação de uma proposta concreta de aumento, a fim de alcançar um consenso com a categoria.
A disposição do governo em conversar, só manifesta após o aumento desenfreado da criminalidade e a ampla divulgação pela mídia, não elimina, no entanto, a adoção de medidas mais enérgicas contra malfeitos. A manutenção da ordem é uma prerrogativa exclusiva do poder constituído. A segurança pública não é uma licença conferida a policiais. Trata-se de um direito da sociedade e dever do Estado. Não está sujeita, por conseguinte, à vontade de determinada categoria ou corporação.
Os policiais e bombeiros militares estão ansiosos na expectativa de que algo de positivo possa ser apresentado hoje, antes da assembleia dos mesmos, marcada para o dia 11/05, sexta-feira. Os afastamentos dos militares, direta ou indiretamente, causaram a morte de vários brasilienses, a demissão de um comandante e a sensação de medo na população.  É preciso dar um basta, mas pelo visto só depende de um aceno positivo do governo para que Brasília volte a ser a cidade do futuro.
Vamos orar e aguardar os resultado
http://tenpoliglota2012.blogspot.com.br/
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