segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

OFICIAL QOPMA, PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE, CONCURSO OU AMPLIAÇÃO DAS VAGAS EXISTENTES?


Fev18.2013


Olá, cavalheiros,


Pois bem, como além de ser disléxico sou quase autista, estava aqui observando alguns números (os quais podem ser checados no site http://www.planalto.gov.br - lei 12.086 - e no site da INTRANET/PMDF). Vamos a eles.



O efetivo previsto atualmente para a PMDF (lei 12.086, art. 2º) é de exatamente 18.673 policiais, nas mais diversas especialidades (que vão desde policiamento, passando por administração, mecânica, veterinária, medicina, entre outras).



Então temos previstos 18.673, enquanto a PCDF tem 5.140 cargos policiais na previsão, segundo a lei nº 8.674, de 06 de julho de 1993 (também englobando agentes, peritos, delegados, médicos legistas, etc.). Repito: são 18.673 versus 5.140. É a velha estória do "elefante e o poodle".



Dos nossos 18.673, 16.552 são praças e 1.320 são oficiais (QOPM e QOPMA). Então, como será possível ao governo aceitar bancar a promoção dessas 16.552 praças ao oficialato, ou sequer à graduação de subtenente (se para subtenente, hoje, só há espaço - vagas - para 560)?



Penso, cavalheiros, que mais factível que a promoção sem vagas, seria a disputa delas por concursos internos de provas e títulos feitos pelo CESPE, OU a ampliação das vagas existentes, OU ainda a redução de graduações (supressão de cabos, 3º e 2º sargentos). Os mais qualificados ascenderiam; ou então um número maior de policiais, com o aumento de vagas ou supressão de graduações. Digo isso tudo, pois acho que o governo não pretende criar 16.000 vagas de oficiais, ou permitir que estes aposentem rápido para abrir as existentes, tampouco promover sem limite de vagas. Tudo isso gera aumentos de gasto astronômicos, mediatos e imediatos. Precisamos ter os pés no chão.


CARREIRA ÚNICA

E se sonhamos com carreira única, façamo-la. Entretanto, temos que ter em mente que o governo dificilmente tolerará uma carreira de soldado indo à coronel (ou mesmo à subtenente – lembre dos 560 no universo de 16.552) sem existência de vagas. E ainda que aceitasse isso, é bem provável que o interstício fosse gigantesco. Não pensem que o soldado iria à coronel só por tempo de serviço e num curto intervalo. Seriam 16.552 futuros coronéis, ou mesmo subtenentes. E as contas dessa previdência aí, hein?



Agora, sejamos justos, falemos da PCDF também. São 3.649 agentes que chegam à classe especial (ganhando, e depois aposentando com, R$ 11.879,08; segundo a lei 11.663 de 2008) com 13 anos de serviço (consoante o Decreto Presidencial 7.652, de 22 de dezembro de 2011). Ora, se o governo pode pagar R$ 11.879,08 para 3.649 agentes com 13 anos de serviço, porque não poderia pagar R$ 7.600,00 para 4.000 ou 5.000 subtenentes com 20 anos de serviço. Entenderam, senhores? Acho mais fácil conseguir aumentar as vagas de subtenente (ao menos por agora) para permitir aos soldados chegar ao topo da carreira de PRAÇA do que ficar sonhando com menos de 400 praças se tornando oficiais QOPMA. Vale salientar, também, que uma reestruturação de carreira poderia, facilmente, contemplar também um regulamento disciplinar novo (nos moldes da 8.112), na própria lei, e um regulamento de serviço gerais, definindo as atribuições de praças de modo a dar-lhes um novo “status”, verdadeiramente de nível superior.



Enfim, são só algumas considerações. Um abraço a todos.

Captain Cave, querendo uma polícia melhor

fonte: comentários da RD

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postado por: joseny candido - crcs/pmdf

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