terça-feira, 2 de abril de 2013

Filippelli: Mexeu com o PMDB no Rio, descalçou o PT em Brasília




O reflexo do conflito aberto entre o PT e o PMDB no Rio, na disputa do governo do Estado, atinge diretamente o Distrito Federal, e estimula as iniciativas de rompimento da coligação
A pressão do PT pró-Lindbergh Farias no Rio corresponderá a uma contrapressão do PMDB em Brasília para desescalçar Agnelo Queiroz do seu apoio.

No Rio, o PMDB se julga confrontado pelo PT no alegado direito de apresentar o cabeça de chapa. O governador Sergio Cabral indicou o vice Luiz Fernando Pezão.

Considera que o PT, com a candidatura do senador Lindbergh Farias, usurpa esse direito natural. ...

A vingança do PMDB – que foi conversada em recente jantar da cúpula nacional do partido na casa do vice-governador Tadeu Filippelli – se daria no DF com a retirada da tábua de sustentação do PMDB à candidatura à reeleição do governador Agnelo Queiroz.

Naquele jantar, com a presenças do vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB Michel Temer – discutiu-se explicitamente em todas as rodas a candidatura Filippelli em voo solo.

Daí se explica a recente movimentação da cúpula nacional do PMDB para estimular o vice-governador Tadeu Filippeli a se desligar de Agnelo, e apresentar sua candidatura própria, sustentado em um arco de partidos do segmento da direita.

Não estariam de fora desse arco o ex-governador Joaquim Roriz e o senador Gim Argello,como também representantes da era Arruda, hoje sem partido,e que ainda é o campeão das intenções de votos nas pesquisas do DF.Nem o ex-governador Rogério Rosso, PSD.

Fonte: Carta Polis - 01/04/2013


p cl� ' M o � �6� r> Outra questão-chave é a dependência da polícia em relação ao Poder Público local, em particular nos pequenos municípios. “A polícia não tem a força necessária para realizar os trabalhos investigatórios porque é um organismo que em seu estatuto não tem as garantias que o Ministério Público tem, como a vitaliciedade e a estabilidade profissional de ser um agente do Estado e não um servidor público”, explica o vice-presidente do Ministério Público Democrático.


A realidade de dependência dos promotores é admitida pelos delegados. No entanto, no entendimento da Adepol, um órgão não pode ser fortalecido em detrimento de outro. “O MP deve respeitar a atribuição da polícia e trabalhar para fortalecer o órgão e reivindicar nossas necessidades. Isso sim é trabalhar em cooperação”, diz o delegado D’Almeida.


Para ele, com o fortalecimento da polícia o Ministério Público trabalharia melhor e menos sobrecarregado. “Temos que fazer uma polícia de Estado e não de governo por meio do fortalecimento de nossas corregedorias. Concomitante a isso, o MP deve investigar improbidades e omissões da polícia”, defende. “Assim, cada um faz sua parte e todos cumprem o que a Constituição diz.”


Outro temor em relação à proposta é a possibilidade de todas as condenações obtidas por meio de investigações do MP serem cassadas após a investigação da PEC 37. No entanto, de acordo com D’Almeida, a PEC 37 assegura que, junto à sua aprovação, seja adicionado o artigo 98 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. Este artigo garantiria o respeito às decisões jurídicas anteriores, baseadas em investigações do Ministério Público.


Tramitação 
Até o momento, a PEC 37 já obteve o número mínimo de votos em uma Comissão Especial para ser votada no Plenário da Câmara, embora siga sem uma data estabelecida para a apreciação. A proposta ainda precisa ser votada em dois turnos no Plenário da Câmara antes de seguir para o Senado.


Caso seja aprovada na Câmara, o Ministério Público promete entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF).


O deputado federal Lourival Mendes (PTdoB-MA) não respondeu à reportagem até o fechamento da reportagem. A assessoria do parlamentar orientou a reportagem a obter eventuais esclarecimentos sobre a proposta com a Adepol, uma das partes interessadas do texto.


Fonte: Gama Livre com Federação Nacional dos Policiais Federais / Carta Capital - 02/04/2013

reproduzido por: joseny candido - 02.4.2013 
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