segunda-feira, 15 de abril de 2013

POLITICA: Deputada critica gestão do governador Agnelo


Parlamentar integra uma oposição de apenas três deputadas na CLDFParlamentar integra uma oposição de apenas três deputadas na CLDF Foto: Divulgação
Enfrentar a base de apoio do governo Agnelo Queiroz na Câmara Legislativa não tem sido fácil para a deputada distrital Celina Leão (PSD). Nem por isso, a parlamentar pensa em dar descanso à suas investidas contra a gestão petista, seja por críticas ou por meio de denúncias. Para se ter ideia, a distrital já acionou a justiça 20 vezes contra a gestão do PT. Só em desfavor da figura de Agnelo foram sete representações.

 “Sempre teve (oposição). Essa afirmação contrária eu acho que é plantada pelo próprio governo para tentar manter unanimidade, mas isso não cola”, acredita a distrital. Em entrevista ao jornal Guardião Notícias, a deputada ressaltou a importância do projeto Recupera-DF, que possibilita o parcelamento das multas de transito, e não teme que o governo possa vetar por simples questões políticas. “Vale o bom senso”, diz.

A deputada crítica vários pontos no governo de Agnelo. “A Educação não conseguiu acertar os trilhos”, especifica. Apesar de estar no primeiro mandato, Celina Leão já foi destaque na imprensa nacional no episódio das suspeitas de escutas ilegais dentro da máquina pública no DF, quando políticos e jornalistas tiveram seus telefones grampeados. Ela até tentou viabilizar uma CPI para investigar o caso, mas a intenção foi desnutrida pela base do governo na CLDF.

Sem demostrar possibilidades de disputa para cargo majoritário em 2014, a deputada também não aponta um nome para o Buriti, apesar de integrar um partido que têm pelo menos dois candidatos possíveis – Rogério Rosso e Eliana Pedrosa. “Acho que nomes é o que não vai faltar”, esquivou-se. Confira a entrevista.

Guardian Notícias - Pode se afirmar que o governo de Agnelo Queiroz ainda tem oposição na Câmara Legislativa?
Celina Leão - Com certeza! Sempre teve, essa afirmação contrária acho que é plantada pelo próprio governo para tentar manter unanimidade, mas isso não cola. É uma oposição pequena, mas ativa, que sempre existiu e vai continuar existindo.

GN - Qual a sua avaliação como parlamentar da Câmara Legislativa, em relação a produção?
Celina - Melhorou muito a produção em número de projetos, o que pode ser constatado em dados estatísticos. O mais importante dentro desta questão é a valorização das comissões, é não apreciar os projetos sem antes passar pelas comissões e isso é o que vai garantir a construção de bons projetos. Eu posso afirmar que todos os projetos que chegaram aqui do Executivo foram melhorados pelo Legislativo com contribuições de emendas parlamentares. Um exemplo disso é o projeto da Gestão Democrática na Educação, o Executivo mandou o projeto, mas esqueceram de incluir a gratificação do pó de giz, que nós acrescentamos.

GN - A senhora teve um projeto aprovado, o Recupera DF. Teme que o GDF possa não sancionar por algum tipo de retaliação à sua oposição?
Celina - Acho que não, quando o projeto tem um apelo social muito forte vale o bom senso. Um exemplo foi o meu projeto de desconto no IPVA. Foi sancionado, mas o governador esqueceu de dar a minha autoria. Não acredito que o governador vai pegar um projeto com um apelo social tão grande e vetar, acredito no bom senso.

GN - Fale um pouco desse projeto. Qual foi a motivação para elaborá-lo?
Celina - O projeto inicial veio do Executivo, eu tinha mais de dez emendas para apresentar, uma delas para dar a oportunidade do cidadão usar precatórios, que são títulos do governo para pagar suas dívidas. É injusto quando você deve para o governo e não poder usar esse crédito e o governo sempre tributando. Tínhamos essa emenda que possibilita o parcelamento das multas de transito, em negociação com o governo eu retirei as outras emendas para aprovar essa que eu avalio como de maior relevância.

GN - Que tipo de mudanças a senhora acha que esta lei pode acarretar?
Celina - O parcelamento é a possibilidade de tirar muita gente da inadimplência e da ilegalidade, o que pode acarretar apreensões e mais multas. Agora com nossa emenda vão poder quitar as dívidas dentro do orçamento. Creio que para o governo também vai ser bom porque vai aumentar a arrecadação, já que as pessoas terão condições de pagar.

GN - Qual a sua avaliação do governo do DF?
Celina - É um governo muito mal avaliado, às vezes falam pra mim que sou oposição e eu digo que sou situação do povo, a minha indignação é muitas vezes a indignação do povo, que vê faltando muitas coisas, e vê um estádio desses com um valor absurdo, vê o superfaturamento na Saúde, não vê grandes obras na cidade, a não ser o estádio, que não é o melhor do mundo, mas é o mais caro. Se o Agnelo escolheu fazer o estádio e se esqueceu de governar Brasília essa foi a opção que ele fez com sua equipe de governo.

GN - Poderia fazer citações pontuais de áreas com problemas?
Celina - A Educação não conseguiu acertar os trilhos, até hoje temos denuncias de merenda superfaturada, falta muita gestão. Acho que o governo não emplacou e que isso é o reflexo que a população passa. A segurança está péssima e começou a incomodar porque não é onde ela já era crônica, mas está em todos os lugares. O governo não consegue deixar uma marca de gestão. Acho que isso é porque ele fez uma opção de não ser reeleito e construir o estádio de Brasília.

GN - Quais as suas pretensões políticas em 2014? Vai continuar no PSD?
Celina - Eu não quero falar de partido, por que tudo que a gente fala pode ser mal interpretado. Se o partido for para a base, se tiver um recuo, eu posso mudar de posição, temos que ver qual é o projeto do PSD para 2014. É isso que pode me deixar no partido ou fora dele.

GN - Quem a senhora vê como um bom candidato para o Buriti? Desses que já colocaram seu nome à disposição.
Celina - Temos bons candidatos. Quando pensamos em eleição temos que pensar em quem gosta de trabalhar e conhece nossa cidade, nossa realidade. Acho que nomes é o que não vai faltar.

GN - A senhora foi presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF. Agora, o presidente é Dr. Michel. Ele já disse que não visitar o presídio. Como a senhora, que sempre fazia essas visitas, analisa essa declaração do deputado?
Celina - Eu não tenho o direito de julgar o trabalho de ninguém, cada parlamentar tem o seu ritmo, a sua forma de fazer seu trabalho e ele tem direito de querer in loco ou não, mas nada impede que nós possamos continuar fazendo nosso trabalho na Comissão de Assuntos Sociais nessa área.

GN - O que segura a senhora na política?
Celina - É acreditar que posso mudar e fazer algo de positivo pelas pessoas. É engraçado que quando Deus te dá a oportunidade de ter a caneta na mão, de ter o poder, você não pode perder tempo e eu pequenininha do jeito que eu sou como parlamentar, eu tenho certeza que ajudei a vida de muita gente, por não ter permitido algumas injustiças, por ter pontuado situações para o governo que por vezes voltou atrás em algumas atitudes e posições antidemocráticas. Eu consegui aprovar projetos e acredito que enquanto eu puder fazer algo de positivo vou continuar na luta. É isso que me segura!

Por Elton Santos
Da Redaçãohttp://radiocorredor.com.br/ 1542013
reproduzido por: joseny lopes 1642013
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