segunda-feira, 22 de abril de 2013

Politica: Roriz e Arruda disputam o espólio tucano em Brasília



Foto: Divulgação - Arquivo Notibras

A disputa de poder entre Aécio Neves e José Serra pelo comando do PSDB nacional tende a reverberar em escala regional no DF, onde grupos ligados a cada corrente se digladiam, o que levou à intervenção na Executiva local, determinada pela Executiva Nacional, cabendo ao ex-ministro Eduardo Jorge o papel de interventor.
O procedimento foi determinado pela sentença de condenação, com prisão em regime semiaberto, lavrada ontem (ainda sob a possibilidade de recurso) do presidente do PSDB/DF, Márcio Machado, que integra o do grupo da ex-governadora Maria de Lurdes Abadia, que por sua vez é ligadíssima ao ex-candidato José Serra.
Dentro de uma semana haverá eleições para a presidência do PSDB de Brasília, e o candidato de Abadia Machado é Jaime Alarcão.
Do outro lado da rua, está o “grupo aecista”, que, dominando o diretório nacional, determinou a intervenção no diretório local através do ex-ministro Eduardo Jorge.
Pode não haver tempo útil para o habilidoso ex-secretário-geral da Presidência no governo FHC para reverter a tendência de vitória do grupo serrista em Brasília. Mas Eduardo Jorge tem claramente esta missão, ele que foi o responsável na época da reeleição de FHC, de aproximá-lo do então governador do Joaquim Roriz.
É aqui que surgem na linha do horizonte especulações sobre a necessidade da campanha de Aécio ter no Distrito Federal uma âncora profunda, com um palanque vencedor, através de um diretório fiel ao aecismo.
E mais: com um candidato a governador próprio, ou apoiado por Aécio, populista e com cheiro de vitória. Daí se explica a presença de próceres do PSDB – ala “aecista” – na missa de Liliane Roriz, filha do mais populista de todos, e dono do maior patrimônio de votos do DF, Joaquim Roriz.
Nunca é demais lembrar que o verdadeiro confronto no PSDB loca e entre Maria de Lurdes Abadia e José Roberto Arruda. Este último ainda se encontra palmilhando o pedregoso terreno judicial da Operação Caixa de Pandora, mas continua endeusado eleitoralmente no DF.
Se candidato em 2014 a qualquer cargo eletivo – já que não houve ainda denúncia formal de seu processo – Arruda ou se elegeria facilmente, ou se apoiasse um outro candidato, junto com Roriz, aquele seria quase imbatível.
Aécio,mineiro como Arruda, cogita esse palanque populista para sair do DF como mais votado.Precisa, primeiro, expulsar o serrismo do jogo, com Abadia, Márcio Machado, Raimundo Ribeiro e seu grupo no PSDB local. E colocar Roriz e Arruda nele.
Fonte:http://www.notibras.com.br/site/pt/editorias/brasilia/7588/Roriz-e-Arruda-disputam-o-esp%C3%B3lio-tucano-em-Bras%C3%ADlia.htm 2142013 -  por Leonardo Mota Neto - Foto: Divulgação - Arquivo Notibras
Joseny Lopes 2342013
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