terça-feira, 11 de junho de 2013

SIM: Policia Civil de MG, entra em greve por plano para reestruturar carreira

Policia Civil entra em greve por plano para reestruturar carreira
 

Foto: Google Imagens
Foto: Google Imagens

A Polícia Civil de Minas Gerais entrou em greve nesta segunda-feira. A decisão, tomada em assembleia no dia 24 de maio, foi reforçada com um ato público em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Os policiais civis mineiros reivindicam a revisão da Lei Orgânica da corporação, que estabelece o plano de carreira e a estruturação da categoria. 
Em cartilha divulgada para a categoria, o Sindicato dos Servidores da Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG) determinou que o atendimento mínimo seja adotado, e que somente os procedimentos de flagrante e Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) sejam feitos.
Os Registros de Eventos de Defesa Social (Reds) serão feitos em 30% do total que normalmente são registrados nas delegacias. Durante a greve, inquéritos policiais por portaria e diligências preliminares não serão instaurados, e ocorrências policias não serão despachadas. Também não serão feitas oitivas, intimidações, acareações, reconhecimentos e investigações. 
Segundo a cartilha, operações para cumprimentos de mandados de prisão e busca e apreensão serão feitas apenas em casos inadiáveis ou que coloquem a vida de pessoas em risco. No Detran, serão somente 30% de alguns serviços serão mantidos.
Segundo o presidente do sindicato, Denilson Martins, a greve foi convocada para que a categoria seja ouvida pelo governo do Estado. “Não queremos aumento. Queremos a revisão da Lei Orgânica (da Polícia Civil), a estruturação da categoria”, afirmou. “Cansamos de sermos ignorados. (...) Só somos ouvidos esticando a corda”, disse. 
De acordo com Martins, a categoria foi ignorada pelo governador Antonio Anastasia (PSDB). “É um descaso”, criticou. “Cansamos de tentar tratar tudo na conversa. Conversamos apenas através de vias formais a partir de agora”, afirmou o presidente. 
Para Martins, o governo prioriza a Polícia Militar, e não estrutura adequadamente a Polícia Civil, por uma visão política. “Respeito muito a PM. Eles são guerreiros, de fundamental importância. Mas, quando a barreira da prevenção é ultrapassada, o trabalho de punição é necessário. Atualmente temos diversas prisões e solturas. Prende e solta, prende e solta, por causa da falta de estrutura da Polícia Civil para embasar os inquéritos encaminhados à Justiça.”
De acordo com ele, a Polícia Civil, que atualmente tem cerca de 10 mil policiais, precisaria de um aumento de efetivo para 18.700 homens. “Atualmente a Polícia Civil custa R$ 900 milhões (por ano). As demandas iriam custar um aumento de apenas 12% desse montante”, afirmou Martins.
JOSENY 11062013

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