segunda-feira, 17 de junho de 2013

União de Arruda e Roriz pode definir eleição no primeiro turno

União de Arruda e Roriz pode definir eleição no primeiro turno




Edição 1980 de 16 a 22 de junho de 2013
Wilson Silvestre


A cada semana novos cenários se configuram na disputa pelo Palácio do Buriti em 2014, ano que chegou tão rápido que nem parece que estamos ainda em 2013. As conversas fervilham nos bastidores, longe do ouvido indiscreto do povo para não atrapalhar os arranjos políticos. Mesmo com todo este burburinho, o cenário ainda é o mesmo: governador Agnelo Queiroz (PT), candidato à reeleição seguido pela pré-candidatura do senador Rodrigo Rollem­berg (PSB) e, até o momento, colado com o senador Cristovam Buar­que (PDT), a incógnita do bloco de esquerda menos incendiário. No outro quadro, fica o grupo das incertezas: Joaquim Roriz (sem partido) e José Roberto Arruda (também no limbo partidário). Não devem ser descartadas as pré-candidaturas avulsas de Antônio Carlos de An­dra­de (Toninho do PSol), Luiz Pi­ti­man (ainda no PMDB), Eliana Pe­dro­sa (PSD) e outros bem menos cotados.

Prevalecendo as primeiras sondagens das pesquisas, Roriz e Arruda largam na frente, mas têm obstáculos quase intransponíveis sinalizados pela Justiça. Se mantida a tendência por condenação de improbidade administrativa contra Arruda, fomentada pela Secretaria de Transparência do governo de Agnelo, ele fica fora do páreo. Mesmo que não seja condenado, como alega seu advogado, o PT não vai deixar barato. Portanto, as chances de Arruda sair candidato ao Buriti é próximo de zero. O que vai acontecer (nem precisa consultar bola de cristal) será o grupo que o segue se aliar ao de Roriz e, juntos, construírem um nome novo. Roriz sabe que é impossível manter uma campanha com três pontes de safena e fazendo hemodiálise de 24 em 24 horas. Mas, como bom negociante, não quer anunciar nada agora. Esta foi mais ou menos a conversa que manteve com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). O tucano sabe que a eleição no Distrito Federal influencia muito o eleitorado da Região Metropolitana, principalmente nos municípios de Valparaíso, Águas Lindas, Cidade Ocidental, Novo Gama, Planaltina, Formosa e Luziânia. Por isso é bom ter um aliado com chances de vitória.

A tese defendida é a de que um nome novo, que não seja os tradicionais, pode empolgar o eleitorado brasiliense, principalmente se apoiado pelos dois caciques. O pro­blema é que a vaidade e a desconfiança dos grupos de Roriz e Arruda não têm permitido ligar esta tese. Eles só terão chances se estiverem juntos. Separados, Agne­lo mesmo amargando os piores nú­meros de aprovação, leva o troféu.

Marconi tem mantido conversas reservadas com lideranças do DF, principalmente empresariais, que topariam apoiar um nome que tivesse o apoio de Roriz, Arruda, Paulo Octávio e ele próprio. Para estas lideranças empresariais, este é o caminho para retirar Brasília da eterna dependência econômica do governo federal. Não se trata de abdicar dos repasses constitucionais, mas de ampliar a atividade econômica, aproximando da economia de mercado. Eles também têm dito a Perillo que “a união de Arruda e Roriz com um nome apoiado pelos dois pode definir a eleição no primeiro turno”.

Esta tese vem ao encontro das ideias do presidente do PSD do DF, Rogério Rosso. Silencio­sa­mente, ele trabalha para que o grupo de Roriz lance um nome aglutinador e com esta visão. Quando perguntado se ele se enquadra neste figurino, responde de pronto que seu “objetivo é buscar o melhor para o Distrito Federal dentro de um consenso”. Na visita feita na semana passada acompanhado do presidente nacional pessedista, Gilberto Kassab, ao ex-governador Joa­quim Roriz, Rogério fez questão rebater qualquer especulação de que estaria construindo uma nova ponte com o antigo mentor político. “Kassab e eu sabemos a força de Roriz, mas o nosso objetivo era visitá-lo por estar em convalescência e aproveitamos para ouvir dele uma explanação sobre a política do DF.”

Enquanto isso, o PT trabalha junto às viúvas políticas dos dois para não permitir a união. Com isso, isolam a possibilidade do vice-governador Tadeu Filippelli negociar uma aliança e, paralelamente, dinamita a ponte que pode servir de caminho para os descontentes da base de Agnelo ensaiar alguma rebeldia. Os petistas imaginam que Filippelli está alimentando uma cirzânia na Câmara Legislativa, e por isso tentam minar uma possível aliança dele com Roriz ou Arruda.
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JOSENY 17062013
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