terça-feira, 23 de julho de 2013

BRB trai Agnelo, faz Caixa 2 e tenta por Rollemberg no Buriti

BRB trai Agnelo, faz Caixa 2 e tenta por Rollemberg no Buriti 



Por José Seabra - Embora tenha registrado um lucro nunca antes alcançado e estar se preparando para atuar com força em todo o Centro-Oeste, o Banco de Brasília esconde por trás da sua lucratividade um bando de traidores e maus administradores em suas subsidiárias. É a turma de Jaques Pena, ex-presidente demitido por Agnelo Queiroz por desobediência, mas que continua dando as cartas como exímio jogador de pôquer.
Por certo o governador desconhece as tramoias urdidas em áreas-chave do BRB. Um dos casulos da oposição é a vice-presidência Financeira, cuja cadeira é comandada pelo recém promovido Francisco Duda. A principal missão dele será arrecadar para a campanha eleitoral de 2014. O beneficiário, porém, não será Agnelo, e sim o senador Rodrigo Rollemberg, do PSB.
Para facilitar o seu trabalho, Duda – que começa a aparecer nas páginas dos jornais, para ser melhor identificado por quem vai patrocinar o Caixa 2 – vai emplacar uma pupila, daquelas de ser capa da revista Playboy, na Diretoria de Controle. Na abordagem de contribuintes incautos, a moça vai usar a condição de diretora do Banco e seus atributos femininos, como o cruzar as pernas sutilmente, antes de abrir a guarda.
Entretanto, não é só de Francisco Duda que vive Jacques Pena. O ex-presidente tem muitos afilhados circulando pelas veias do conglomerado BRB. Na subsidiária Cartão BRB, por exemplo, quem manda é Fernando Barbosa, uma espécie de irmão siamês dele. Uma relação estranha, que ninguém entende – salvo o grupo que se reúne semanalmente para beber uísque 15 anos e pagar conta de 3 mil reais com Cartão Corporativo do Banco.
Para quem tem memória curta – como o próprio Agnelo, incapaz de fazer uma operação pente fino em pessoas pagas para supostamente zelar pelos bens do brasiliense – vale lembrar que Barbosa escapou de virar réu do Mensalão após uma série de manobras. Tucano de carteirinha, sendo indicado por Fernando Henrique Cardoso para a Diretoria de Varejo do Banco do Brasil, ele foi o principal responsável por desvios na Visa Net.
Outro apadrinhado de Jacques Pena que continua mandando no conglomerado BRB é Lenin Florentino. Parece que o rapaz tem a força dos velhos trotkistas-leninistas, porque, como diria Rogério Magri, é um ‘imexível’. Lenin é mantido por Paulo Evangelista não se sabe a que preço, apesar de a BRB Seguros ter afundado no vermelho, acumulando um prejuízo de 40% em seu resultado financeiro.
Todos esses desmandos estão provocando a ira dos servidores do Banco de Brasília. Preocupado com o quadro reinante, o Sindicato dos Bancários já avalia mergulhar na onda de protestos que assola o País e colocar a turba na rua. No bojo das manifestações haverá espaço especial para dois outros afilhados de Jacques Pena que Paulo Evangelista não tem forças para substituir: Américo Jr, da Diretoria de Tecnologia da Informação e Jorge Alvez, da Diretoria de Gestão de Pessoas.
Desses dois, Jorge é considerado dono de canil que trata funcionário como cachorro.  É por essas e outras que o Sindicato vai colocar o pessoal nas ruas. O perigo é Agnelo ser levado de roldão e ver seu hoje arqui-inimigo Rodrigo Rollemberg sentar na cadeira dele. E, pior, patrocinado por gente que o governador imaginava da sua inteira confiança.

JOSENY 23072013
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