quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Agnelo quer ficar. Eliana e Reguffe conseguirão tirá-lo?


Agnelo quer ficar. Eliana e Reguffe conseguirão tirá-lo?


Agnelo Queiroz bateu o martelo há dois dias. Disse aos partidos que o colocaram no Palácio do Buriti em 2010 que é candidato a reeleição. Quer manter a aliança vitoriosa e não vislumbra no horizonte político de Brasília ninguém com chances de derrotá-lo.

O otimismo do governador, em que pesem os péssimos índices de popularidade dele e aprovação da sua gestão, está associado diretamente à ausência de consenso para a formação de uma chapa de oposição. Isso porque, do ‘outro lado’, ninguém se entende.

A direita anda perdida. Os ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda estão irredutíveis quando o assunto é união. Padrinhos e afilhados políticos que sempre comeram nesses currais eleitorais não conseguem reverter o divórcio declarado em nome da fome do poder.

Paulo Octávio e Rogério Rosso, que tiveram passagens meteóricas pelo governo, vivem afundados em compromissos políticos e econômicos. Não se aventuram a bater de frente com Agnelo, por temerem perdas irreparáveis em curto prazo.

O mesmo pode se dizer da esquerda, supostamente representada por Toninho do Psol, que levaria (ou estaria) a tiracolo Rodrigo Rollemberg, do PSB. Seria uma aliança apenas para marcar presença. E garantir a Eduardo Campos, governador de Pernambuco, um palanque na capital da República.

Esse quadro é a síntese da opinião de observadores acostumados a analisar a inconstância política de Brasília. Em suma, entre os velhos, não há nada de novo. Querem o seu quinhão e não dividem o pão, por mais fome de poder que possam ter eventuais parceiros.

Entretanto, com o clamor das ruas, um movimento que procura dar uma cara nova ao País, gente nova pode entrar de peito aberto na disputa. É o caso dos deputados Eliana Padrosa (PSD) e Antônio Reguffe (PDT). Os dois andam conversando sobre o futuro. O senador Cristovam Buarque costuma mediar esses encontros.

Um suposto quadro de alianças com nomes capazes de derrotar Agnelo foi tema de enquete realizada por Notibras na semana passada. A dupla vencedora, tendo Eliana na cabeça de chapa e Reguffe como vice-governador, disparou na preferência dos internautas.

Ao final dos três dias em que ficou no ar, a pesquisa mostrou os seguintes números: Eliana e Reguffe, 1 mil 794 votos; Fraga e Liliane, 329 votos; Rollemberg e Toninho, 138 votos. Fechando os dados, Abadia e Chico Leite com 130 votos.

A pergunta foi hipotética. Numa suposta aliança, que chapa teria maiores chances de derrotar Agnelo-Filippelli em 2014? Foram quase 2 mil e 400 cliques. O fato de Eliana e Reguffe terem obtido 80% dessas intenções, é um fato que merece ser visto com preocupação pelos aliados de Agnelo.

Ao comentar esses números, um assessor palaciano, mesmo ressalvando que enquete não tem fundamento científico, projetou um futuro de disputa acirrada numa hipotética união das forças de Eliana e Reguffe
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A deputada, indisposta no PSD, partido que ajudou a criar, está preparando a mala para desembarcar no PSDB ou PPS. Vai marchar com Aécio Neves em 2014. Já o deputado, evita falar sobre o assunto. Admite que tem conversado com Eliana, invariavelmente na companhia de Cristovam.

O resultado da enquete agradou a Reguffe. Resta saber se ele aceitará degustar o prato que foi posto na mesa: vice agora com a garantia de a sobremesa, em 2018, ser a cadeira de titular. A resposta deve vir nos próximos dias, embora Cristovam Buarque tenha dito que é melhor seu pupilo comer do prato enquanto ele está quente.

JOSENY 01082013 
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