sexta-feira, 23 de agosto de 2013

De varanda, rede e Michel, ele sim acima das sujas tramóias

De varanda, rede e Michel, ele sim acima das sujas tramóias


Foto: Arquivo Notibras
Foto: Arquivo Notibras

Edson Sombra, honra e glória do jornalismo brasiliense, criou em seu blog um espaço que costumo vasculhar e ler com o alcance de uma lupa. Palmilho vagamente a estrada de letras como se lesse Carlos Drummond de Andrade; navego no poema de Manuel Bandeira em direção a Pasárgada, onde seria amigo do rei. Leio notícias turvas não por ele criadas, mas por ele escritas, como se saíssem da pena de Ferreira Gullar.
Em meu exílio, onde o sabiá canta em verdes coqueiros, embora não com a efervescência da política brasiliense, leio Sombra ao longe como se me debruçasse sobre os poemas de Gonçalves Dias. Tem textos suplicantes, lembrando a flor de Vicente de Carvalho levada pela fonte, como tem o martírio do escravo acorrentado no navio negreiro de Castro Alves.
A varanda de Sombra é indescritível. Volto a Drummond. E agora, José?
Meu texto é ínfimo. De tão pequeno, cabe numa rede de solteiro. É isso. Rede. Não para contrapor a varanda de Edson Sombra, mas para me permitir devaneios em cima de fatos reais. Decidi, pois, inaugurar este espaço. E como pouco nela paro (na rede) pouco aqui escreverei. Mas, quando o fizer, saiba quem por acaso ler, será para abordar temas como a navalha na carne de Plínio Marcos, com o sangue deixado por um beijo no asfalto de Nelson Rodrigues.
Aqui da rede me transporto para Brasília. O cenário é a Câmara Legislativa. Calhordas. É isso o mínimo que posso dizer de quem tenta macular a imagem de Márcio Michel Alves de Oliveira. Não que ele esteja acima do bem ou do mal. Mas querer associar a figura do deputado Doutor Michel a extorsão, é uma acusação que me permito execrar pelos laços que nos unem.
Ouvi Michel sobre todo esse episódio do processo da cassação de Raad Masshou. Mostrou-se indignado. Desculpou-se por alterar a voz. Anuí. Faz parte do desabafo. Um homem sério, honesto, que não aceita propina. Elizeu, que se passa por pastor, fazendo da Bíblia esconderijo para dinheiro sujo, esse sim, não vale nada. É um mau elemento. E por covarde que é, merece ser punido como todo vagabundo que tenta atingir a honra alheia.
Orquestrações assim, sempre que houver, postarei da minha rede. Este José quer, pode e vai abrir a porta, pois dela tem a chave. De Raad não se falará neste espaço, porque quem anuncia extorsão e não chama a polícia é dono de meia verdade. Falar sobre o pré-cassado será perda de tempo, como foi perda de tempo o assédio para a venda de chácaras em terras griladas.
A rede está no ar. Não tão sublime e iluminada como a varanda. Mas, mesmo pequena, se fará presente sempre que o momento exigir. Nem que seja para lembrar, saudoso, os tempos idos dos oitos anos, quando na aurora da minha vida, no despertar da existência, respirava (a alma) inocência, como o perfume, a flor.
Por hoje chega. Não sou símbolo, honra e glória do jornalismo, capaz de incorporar textos poéticos de Casimiro de Abreu.
JOSENY LOPES 23082013
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