segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A Misteriosa Ordem dos Militares – Templários brasileiros?

A Misteriosa Ordem dos Militares – Templários brasileiros?



   A ordem é chefiada, desde os anos 90, por ex-agentes do SNI, e tem como sede a  igreja de Santa Cruz dos Militares, no centro do Rio. Por fora a igreja não chega a atrair a atenção, mas por dentro a riqueza de detalhes das esculturas e paredes deixa qualquer um admirado, independente da religião que professe. Pelas características dos membros da ordem ninguém duvida que há realmente segredos guardados a sete chaves.


   Um dos funcionários da igreja diz que há relatos de janelas batendo, ruído de passos e outros fatos inexplicáveis. Cercada de mistérios e tradição, a ordem católica brasileira que mais se aproxima dos templários europeus está fazendo 390 anos. Erguida no século XVII para servir de sepulcro aos militares, a igreja é uma relíquia histórica. Seus empregados falam de assombrações, mas foi gente de carne e osso que acentuou esse traço obscuro da ordem. Com a volta da democracia ao país, em 1985, a irmandade, formada exclusivamente por oficiais do Exército, serviu de porto seguro para ex-agentes da repressão. Ali, entre os entalhes do Mestre Valentim e a Cruz Templária, eles preservam alguns dos segredos mais protegidos do regime militar.

Muita gente se lembra do caso Baumgarten, um jornalista que denunciou a trama do SNI que levaria a sua própria morte em 1982. Um dos oficiais envolvidos no caso, o coronel Ari de Aguiar Freire era um dos conselheiros da Ordem de Santa Cruz dos Militares.

A irmandade administra mais de 500 imóveis, a maioria deles dados por militares católicos no século passado, mas 30% de sua renda está comprometida com projetos de assistência social, incluindo um lar para idosos na Penha. A ordem distribui ainda, todo ano, um pecúlio a cerca de 100 pensionistas, todas viúvas de irmãos militares, e seus recursos são vez por outra reforçados pelo aluguel da igreja para casamentos e outras celebrações, além de contribuições espontâneas.

   A ordem dos militares enfrenta um problema, seus membros são quase todos octogenários, remanescentes do regime militar. A entidade ficou conhecida por ter em seus quadros dezenas de militares que trabalharam em órgãos de repressão. O provedor da época era o coronel Paulo Ramos (1984-87). Ele teria incentivado o coronel Ary de Aguiar Freire, então chefe de Operações da agência Rio do SNI, para trazer seus subordinados para a igreja.

Desde os anos 1990, os ex-agentes do SNI revezavam-se no comando da instituição. Porém, com o afastamento do penúltimo provedor, o próprio Ary de Aguiar, por motivo de doença, no ano passado, a irmandade iniciou um discreto projeto de abertura para a população. Uma das idéias é transformar uma das alas do conjunto arquitetônico, que ocupa um quarteirão inteiro, em museu. Outra atração é o órgão pneumático, construído pelos irmãos Berner, com 1.100 tubos. O mesmo que o velho funcionário, um dia, ouviu tocar sozinho.

Com base em artigo de O Globo (http://oglobo.globo.com/historia/irmandade-militar-luta-contra-fantasmas-do-passado-9958313), artigo em: dvocaciajuridicoetc.blogspot.com.br e http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R04980.pdf 

http://sociedademilitar.com.br

JOSENY
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