sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dilma incomodada manda apressar satélite ANTI-ESPIONAGEM.

Dilma incomodada manda apressar satélite ANTI-ESPIONAGEM.

07092013
   Enquanto se revelava que brasileiros comuns tinham seus e-mails invadidos o governo se manteve passivo, mas agora que se sabe que os EUA tem informações importantes sobre o comportamento de Dilma Rousseff e seus auxiliares o Planalto resolveu agir. Hoje a maior parte das comunicações brasileiras, inclusive as militares, passam por um satélite de propriedade de uma empresa mexicana. Já que empresas têm colaborado com as agências de espionagem norte-americanas, nada impede que a Claro, proprietária do "nosso" satélite, seja também assediada, e até forçada a prestar esse tipo de serviço "sujo".
Jornais divulgaram hoje que o governo pretende iniciar ainda em outubro a fabricação de um satélite geoestacionário, o projeto é estimado em mais de US$ 600 de dólares. A iniciativa já estava em andamento, mas foi acelerada depois das denúncias de espionagem da semana passada. O equipamento só estará em orbita em 2016.
Hoje, o País está numa situação bastante vulnerável. Comunicação de dados, telefonia, sinais de TV paga e até comunicações militares passam pelo satélite da Embratel, empresa que já foi estatal, mas foi privatizada em 1997. Hoje, está nas mãos do empresário mexicano Carlos Slim, dono da operadora Claro.
"Alugamos satélite de uma empresa estrangeira", disse ao Estado o presidente da Telebrás, Caio Bonilha. "Hoje, se tivermos algum problema, não temos controle nenhum sobre ele." Assim, numa situação de guerra, por exemplo, o satélite pode ter sua posição alterada e inviabilizar as comunicações no País.
O governo quer comprar o satélite e a tecnologia. No mês passado, foi escolhido um grupo franco-italiano, o Thales Alenia Space, para fornecê-los. O satélite vai ser construído pela Visiona, uma joint venture entre a Telebrás e a Embraer, que será uma montadora de satélite. A tecnologia ficará com a Agência Espacial Brasileira (AEB), que vai irradiá-la a partir de um polo em São José dos Campos.
Com o novo satélite, pretende-se também aumentar a segurança das comunicações. Hoje, boa parte dos dados que transitam pelo satélite da Embratel é aberta. No futuro modelo, os dados passarão pela Telebrás.
O equipamento brasileiro também terá dispositivo que desligará terminais não autorizados. Segundo denúncias feitas a partir de documentos do ex-técnico americano Edward Snowden, informações podem ter sido coletadas nas comunicações por satélite. Outro objetivo do satélite brasileiro - para Bonilha, o mais importante do ponto de vista social - é levar internet banda larga a todo o País. Ao longo deste ano, a Telebrás implantou uma rede de fibra ótica na Esplanada do Ministério. "A rede está lá, basta instalar os equipamentos e ligar os pontos", disse Bonilha, destacando que o equipamento é 100% nacional.
'Falsas'. O presidente em exercício, Michel Temer, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, repudiaram ontem a atitude do governo dos EUA de espionar a presidente Dilma Rousseff mas não opinaram se o episódio deve levar ao cancelamento de sua visita a Washington, em outubro. A questão, segundo eles, deve ser resolvida pela via diplomática.
Segundo Bernardo, os Estados Unidos não apresentaram, até agora, "nenhuma explicação razoável" para o "lamentável" episódio, e todas as justificativas sobre a espionagem "revelaram-se falsas". Dias depois da revelação sobre o caso, o governo americano alegou que a espionagem se destinava também "a proteger outros países" contra o terrorismo.
Artigo construido com informações de Estadão e BBC
JOZENY LOPES 
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