sábado, 21 de setembro de 2013

QUADRO POLITICO DF

QUADRO POLITICO DF

Correio Brasiliene - Do Alto da Torre
Na agenda, mais dois exames de contas

Não serão apenas as contas de 2008, do ex-governador José Roberto Arruda, que terão apressada sua tramitação. O presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa, Rôney Nemer (foto), revelou que colocará em pauta contas relativas a mais dois anos da administração do Distrito Federal. A Ceof deverá votar as contas relativas a 2010, conhecida como o ano dos quatro governadores — o próprio Arruda, mais Paulo Octávio, Wilson Lima e Rogério Rosso — e a 2012, de Agnelo Queiroz. Só para lembrar, a comissão aprovou na semana passada as contas de Arruda em 2008 e as de Agnelo em 2011. 


PMDB dá mais tempo

A propósito, os distritais do PMDB reuniram-se com o vice-governador Tadeu Filippelli, presidente regional do partido, para examinar as chapas para a eleição do ano que vem. Concordaram em esperar mais tempo para definir a postura frente à aliança com o PT. Mas definiram as próprias candidaturas. Rôney Nemer e o ex-administrador do Riacho Fundo Neviton Pereira Júnior serão candidatos a deputado federal. O administrador da Candangolândia, João Hermeto, tentará a Câmara Legislativa. Embora não tivessem batido o martelo, os hoje distritais Robério Negreiros e Wellington Luiz deverão buscar a reeleição.


Messias será candidato

O PCdoB reuniu-se para definir candidaturas. Apelou ao administrador de Brasília, Messias de Souza, para que concorra de novo a deputado federal. Messias representará o partido na coligação que se pretende compor.


Dedo do Planalto na demora

O deputado federal brasiliense Izalci Lucas anda cada vez mais desconfiado de que as digitais do Planalto estão no ritmo de tartaruga aplicado aos processos de criação de partidos. E está desconfiado também que está recebendo uma mãozinha de outros poderes. O caso do PROS, por exemplo, estava no pleno do Tribunal Superior Eleitoral, com cinco dos sete votos já emitidos, todos favoráveis. Aí, uma ministra pediu vistas, devolveu sem manifestação e, na última sessão, quem pediu vistas foi a relatora, que até já havia votado. Para Izalci, “existem outras forças claras impedindo a criação desses partidos no tempo hábil”. Tudo isso comprova, diz o deputado, que o governo quer ganhar as próximas eleições por WO.


Apostas contra os três novos partidos

Esteja ou não correto o deputado,  a verdade é que os três partidos em gestação ainda enfrentarão muita turbulência. No Tribunal Superior Eleitoral a maioria das apostas indica que nenhum deles conseguirá registro. O pedido de vistas da relatora, ministra Laurita Vaz, indica que ela poderá mudar de opinião e votar contra o registro. Será acompanhada pela maioria. Contra o partido pesam suspeitas de assinaturas em duplicata, certidões que são apenas cópias e até falsificação de assinatura de juiz eleitoral em documentos cartoriais. Há também uma concentração elevada demais de assinaturas em Goiás — e, no estado, foco maior em Planaltina de Goiás — o que violaria a exigência de distribuição nacional de apoios.


Auditório lotado não resolve

Contra o Solidariedade pesam suspeitas muito semelhantes.  Organizado basicamente por militantes da Força Sindical, tem 95% das assinaturas colhidas em São Paulo. Sindicalistas trazidos por Paulinho da Força chegaram a lotar o enorme auditório do TSE na última sessão. Mas os problemas com assinaturas e certidões poderão complicar também a sua situação.


Problema maior é de Marina

As dificuldades maiores são mesmo as da Rede Sustentabilidade, de Marina Silva. O amadorismo dos organizadores pesou muito para isso. A Procuradoria Geral Eleitoral já impugnou o partido, por falta de assinaturas. Mas a barreira mais difícil de escalar é o tempo. Com a manifestação da Procuradoria, o processo só entra em pauta na próxima quinta-feira. Estará a cinco dias úteis do prazo fatal para registro. Nesse período o TSE só terá duas sessões. É pouco para julgar tamanha complicação.


Petista cobra construção de mais UPAs

Mesmo pertencendo ao governista PT, o deputado Chico Leite cobrou a construção de mais Unidades de Pronto Atendimento no Distrito Federal. Até hoje, só quatro estão em funcionamento, em São Sebastião, Samambaia, Núcleo Bandeirante e Recanto das Emas A equipe do distrital descobriu que até este mês já foram empenhados R$ 11,7 milhões do total de R$ 14,7 milhões autorizados para as obras e implantação das Unidades. De acordo com o levantamento, o valor foi utilizado para iniciar a construção das UPAs do Gama, Ceilândia, Sobradinho, Taguatinga e Plano Piloto. Há mais R$ 31,6 milhões autorizados para, de acordo com a Secretaria de Saúde, complementar as obras.


Ainda faltam dez

Mesmo assim, ainda falta construir unidades em Sobradinho, Taguatinga, SIA/Estrutural, Plano Piloto, Gama, Planaltina, Itapoã, Brazlândia e duas na Ceilândia. A meta do governo é de ter 14 unidades em funcionamento até o final de 2014.


Fiscalização das verbas

As UPAs de Ceilândia e Sobradinho encontram-se em fase de construção mais avançada e devem ser as próximas a ficarem prontas. “Vou continuar fiscalizando para garantir que a verba seja utilizada com eficiência no cumprimento dessa meta. Até porque as UPAs são bastante aguardadas pela população para ajudar a melhorar a saúde pública do DF”, recomenda Chico Leite.


Ela preferiu nem aparecer por lá

Convidada para a solenidade de sanção da lei da isonomia da carga horária dos servidores da Saúde, a distrital Liliane Roriz agradeceu, mas afirmou que não participaria. Como justificativa, a distrital afirmou que o Buriti faz pirotecnia com a conquista dos servidores: na verdade joga para o colo do próximo governador a maior parte dos custos dessa dívida. Além disso, segundo a distrital,  a isonomia dos servidores não pode ser encarada como um prêmio, mas como um reconhecimento histórico e mais do que justo a quem sempre carregou a saúde pública do DF nas costas.


Tá falado

"o governo programou para que os servidores recebessem o benefício justamente no ano que vem, e um mês antes das eleições. Mais curioso ainda é que a maior parte dos custos ficará para o ano de 2015. Não venham com esse papo de que trata-se de um presente para os servidores. Presente tem que ser pago por quem dá e não para deixar a dívida para o próximo governador", Liliane Roriz, presidente da Comissão de Saúde da CLDF.
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