quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Roriz e PSD não batem o martelo

Roriz e PSD não batem o martelo
Filha de JK pode dar o tom a filiação tucana

Está tão adiantada a negociação entre o deputado Luiz Pitiman e o PSDB que já se sabe até mesmo quem abonará sua ficha de filiação, caso se confirme o ingresso. Será Maria Estela Kubitschek (foto), filha do presidente que construiu Brasília. A intenção será conferir um alto conteúdo simbólico à filiação, tendo em vista não só as aspirações presidenciais do senador tucano Aécio Neves, como também uma provável candidatura do deputado ao Buriti.

Festa sim, ficha não

A tendência de Pitiman à filiação é tão forte que já houve até festa. Estendeu-se até a madrugada de ontem um encontro — na residência dele, no Lago Norte — de que participaram a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, o presidente regional Eduardo Jorge e o único tucano detentor de mandato no Distrito Federal, o também deputado Izalci Lucas. Os três formalizaram convite para que Pitiman ingresse no partido. Uma formalidade. Mas assinar ficha, que é bom, nada. 

Entre as adesões, até ex-petista

Pitiman não chegará sozinho ao PSDB. No encontro estavam também 30 aspirantes a candidatos a distrital e dois a deputado federal que o acompanham. Entre eles o ex-deputado Siqueira Campos, que recebeu 6.600 votos na eleição passada e chegou a assumir, pelo PSC. Também está na lista o ex-candidato Ity, do PHS, 4.900 votos e quarto suplente. E até um ex-petista, Pastor Omar, que chegou aos 2.327 votos.

Espera pelo PMDB

Embora liberado tanto pela Justiça Federal quanto pelo próprio partido, Luiz Pitiman demorou a se desligar do PMDB. Só rompeu formalmente na manhã de segunda-feira. Esperou até o último minuto, segundo ele, por uma definição sobre o quadro partidário para 2014 e uma eventual ruptura com o Buriti. Diante das informações dos últimos dias, Pitiman chegou à conclusão de que não teria mais espaço no projeto político do PMDB.

Turma do DFTrans pede CPI

A galeria do Plenário da Câmara Legislativa foi tomada ontem por servidores do DFTrans, que fizeram um coro de “CPI, CPI, CPI” para investigar o órgão fiscalizador do transporte no Distrito Federal. Para fortalecer o pedido, eles entregaram  cópias de um dossiê no gabinete de diversos parlamentares, inclusive no do presidente da Casa, Wasny de Roure, denunciando uso do órgão para fins políticos/partidários.

Candidatos para todos os cargos

A deputada Eliana Pedrosa, que já pediu informações sobre as denúncias ao DFTrans, subiu à tribuna e criticou o que chamou de “braço partidário” do PPL. “O DFTrans deve lançar muitos candidatos em 2014. Afinal, virou braço partidário. As denúncias são graves e precisam ser apuradas”, cobrou a parlamentar. Outro que defendeu a abertura imediata de investigação foi o governista Roney Nemer, mesmo com os vínculos reconhecidos entre seu PMDB e o PPL.

Caminho mais difícil

Os distritais Celina Leão e Joe Valle estão cada vez mais perto do PDT. Filiados que pretendem se candidatar a distrital não gostaram muito da ideia. Afinal, seriam mais dois rivais na lista. O deputado federal José Antônio Reguffe saiu em defesa deles. Disse que ambos fizeram opções difíceis, em especial Celina. Poderiam ter seguido outros rumos, inclusive que lhes garantiriam mais  estrutura para a briga eleitoral. 

Roriz e PSD não batem o martelo

O ex-governador Joaquim Roriz deixou a reunião com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, cheio de elogios. Disse até que Kassab pode ser presidente da República um dia destes. Como se sabe, Roriz precisa de garantias de que terá independência para a seção brasiliense do partido. Ele assegurou  que as conversas para que se filie ao PSD avançaram muito. Mas filiar, não se filiou.  

Quadro final se desenha agora

A distrital Liliane Roriz acredita que as mudanças partidárias dos próximos dias começam a desenhar o cenário eleitoral do ano que vem. Como  principal herdeira política do ex-governador Joaquim Roriz, a distrital avalia que até a semana que vem os principais personagens da campanha de 2014 devem estar acomodadas nas legendas para compor as chapas majoritárias e as alianças. Cotada como possível candidata ao GDF com as bênçãos do pai — claro, se ele não concorrer ao Buriti — Liliane garante que está confortável no PSD e que o partido poderia ser o possível destino do próprio Roriz. 

Ela quer ficar

Liliane atribui àquela gente malvada que anda por aí as advertências para o risco de que os dois Roriz fiquem emparedados, caso o presidente nacional  Gilberto Kassab decida apoiar Dilma para presidente e Agnelo Queiroz para a reeleição. "O princípio de tudo é a confiança. Desde que ingressei no PSD, tanto Rogério Rosso como Kassab sempre me deram segurança e me trataram com total respeito. Espero que eu possa ficar por bastante tempo no partido que sempre nos tratou como plano A", afirmou a distrital, embora admita que “minha mudança só se daria em caso de possível inviabilidade”.

Emenda garante Apaes

Acompanhando os também senadores Ângela Portela e Francisco Dornelles, o brasiliense Rodrigo Rollemberg  apresentou emenda à Meta 4 do Plano Nacional de Educação que foi acatada pelo relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, Vital do Rego. O objetivo da emenda é garantir não só a universalização do ensino para deficientes entre 4 e 17 anos, mas também a continuidade do funcionamento das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e das demais escolas especiais. O PNE será votado hoje na comissão.

Três núcleos em funcionamento

No Distrito Federal, existem três Apaes – uma na Asa Norte, uma em Sobradinho e outra em Ceilândia. “Elas desenvolvem um trabalho fantástico em relação à Síndrome de Down”, garante Rollemberg. “Nossas escolas ainda não estão prontas para receber todas as pessoas, com todos os tipos de deficiência, por isso é tão importante garantir o ensino inclusivo, e não exclusivo, pois o ensino regular é incapaz – tanto pela formação dos professores, quanto pelos equipamentos e pela estrutura de que dispõem – de receber e dar um tratamento adequado para pessoas com alguns tipos de deficiências”, detalha o senador.

A gente ganha pouco, mas se diverte

No início da sessão de ontem andava meio tenso o clima na Câmara Legislativa, com manifestações de funcionários do DFTrans, pedidos de CPI e até uma possível  polêmica em torno de votações de contas de governadores. A partir de trabalho dos próprios líderes, houve acordo até para aprovar todas as contas e o clima se distendeu. Houve espaço até para uma descontraída conversa em plenário entre os deputados Cristiano Araújo, Michel e Chico Leite. Pelo jeito, foi divertida. Acabou com um puxão na orelha de Chico Leite (foto) dado por Cristiano.

JOSENY
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