sábado, 1 de fevereiro de 2014

A triste realidade da falta de diálogo e a segurança da população

A triste realidade da falta de diálogo e a segurança da população

01022014

Por Edson Sombra


Nada de politicagem, nem vaidades, a população quer é segurança. O cidadão está em polvorosa, ninguém sabe como se proteger.
A história tem mostrado que durante todas as guerras ou conflitos de opiniões, só há uma solução para o impasse, o diálogo. Com ele virão os resultados e consequentemente o PLUS.
Na guerra que travam hoje os policiais e bombeiros militares do DF, com a cúpula do GDF, a consequência foi o aumento da criminalidade e da violência no Distrito Federal. Um gesto se faz urgente para restabelecermos a paz. ***
A sociedade brasiliense não precisa de bravateiros e muito menos de justiceiros. Ela quer o que lhe é de direito. Segurança.
E pergunto? Punir a quem reivindica, irá resolver esse grave problema? NÃO.
Estamos acompanhado com bastante atenção, as declarações de todas as partes envolvidas nesse conflito da burocracia fria, que se tornou a questão da cobrança das promessas feitas durante a campanha de 2010, constatei que não há além de tudo, por parte de alguns, a vontade de dialogar.
E em se tratando de policiais militares, quem tem o dever constitucional de fazê-lo é o comandante da PM. Mas parece que o comandante, só entende uma linguagem, a que lhe foi ensinada na academia: prender, punir, exigir e por em prática os ensinamentos do Regulamento Disciplinar do Exercito.
Mas por que punir a quem só quer o que lhe foi prometido? Punir a quem se nega a fazer o PLUS?
Reafirmo, estamos convivendo com práticas que remontam ao Antigo Testamento e ao Regulamento Disciplinar do Exercito. O resto, não existe para algumas autoridades no Distrito Federal.
Será esse o gesto para a solução do impasse que ai está? E a sociedade como fica? Como ficarão também as esposas, filhos e os próprios policiais militares, que também estão sendo vitimados pela violência?
Quantos Leonardo Almeida Monteiro precisaremos, para alguém fazer o primeiro gesto?
Não podemos, e muito menos devemos, assistir de braços cruzados os “especialistas em segurança pública”, defenderem suas teses mirabolantes, e alguns integrantes da área de segurança pública do DF pregando fórmulas aprendidas nos manuais dos regimes autoritários e radicalizando. Toda ação causa reação.
Quem vai fazer alguma coisa? Falta um gesto. Dele nascerá o diálogo. O PLUS.
Uns dizem que o “GDF não quer negociar”, já outros reclamam, “querem punir e bater de frente com um movimento legal, legítimo. Não estão preocupados em buscar uma solução e muito menos querem o diálogo”. É a afirmação.
A falta de reconhecimento das reivindicações levou ao descontrole a “Operação Legalidade ou “Tartaruga.” O movimento que começou de uma forma ordeira e respeitosa, sem a participação de políticos ou de associações, começa a ser contaminado pela ação dos que procuram se confundir com os que buscam o pagamentos das promessas feitas e querem apenas pedem o diálogo
A tentativa de contaminação do movimento dos policiais militares é um filme que já vimos  nas manifestações do ano passado, quando a população ordeira teve invadido seu espaço por vândalos que acabaram por afastar das ruas o cidadão de bem.
Durante quase dois anos, o movimento autônomo dos militares do DF, caminhou com as próprias pernas. Um movimento que começou com inteligência, foi invadido por algumas “figuras” que começam a divulgar pelas cidades do DF que a Policia Militar vai parar. Mentira. Os nossos policiais militares não são burros, eles também estão sofrendo, pelo descaso com sua categoria. As autoridades tem que separar o joio do trigo.
Somos sabedores que para colocar nas ruas os outdoors que cobram as promessas da campanha feitas em 2010, os policiais fizeram vaquinha entre os seus integrantes, tiraram dinheiro do próprio bolso. A contribuição de cada policial? R$ 20,00. Os outdoors nas ruas de Brasília, chamaram a atenção de toda população. Hoje todos sabem o quê e porquê, policiais e bombeiros militares reivindicam.
No entanto, apesar de toda divulgação, e com a cobertura de toda a imprensa local e nacional, falta um gesto. Ao contrário do que se esperava, a resposta veio em forma de radicalismo. Será essa a solução? Não.
Pelo que podemos apurar, RADICALIZAR não foi o pedido ou determinação do governador, durante a reunião realizada a portas fechadas, com o comandante geral da Policia Militar e seus comandantes de unidades.
O governador Agnelo Queiroz falou pouco durante a reunião, e sobre o movimento, se pronunciou dizendo que: “SEM LIMITES, QUALQUER MOVIMENTO PERDE A LEGITIMIDADE, E ENTRA NO CAMPO DA ANARQUIA. O GOVERNO RECONHECE O DIREITO DE DEMOCRATICAMENTE, REIVINDICAR, MAS SEM COLOCAR EM RISCO A VIDA DA POPULAÇÃO” e adiantou, “TODAS AS NEGOCIAÇÕES QUE ENVOLVEM A VALORIZAÇÃO DA POLICIA MILITAR, ESTÃO E CONTINUARÃO, SENDO FEITAS… “TRANSMITAM AOS SEUS COMANDADOS.” Terá sido um gesto as palavras do governador? Fico em duvida pelo que vi e ouvi depois pela boca do comandante geral da PM. Não estou pondo em duvida a palavra do governador.
Ora se o governador não mandou RADICALIZAR durante a reunião e nem em público, não entendi quando assisti a entrevista do comandante geral da PMDF – Cel. Anderson na TV Globo, “Todos os policiais que participaram da Operação Tartaruga, instaurada há dois meses, passarão por um procedimento disciplinar, podendo ser punidos com advertências e até mesmo demissão do cargo em que ocupam. Até o momento, foram identificados cinco policias, entre oficiais e praças.”
Do que vi e ouvi, não consegui identificar um sinal de diálogo. Ou será que entendi mal?
A falta de abertura ao diálogo está sendo dolorosa para toda a sociedade. Sem um gesto de todos, a situação tende a piorar, e o que já está ruim, não se sabe onde chegará.
Há que se abrir o diálogo com respeito a todos. Ai teremos o plus a mais que os policiais e bombeiros militares estão sem fazer.
Fonte: Blog do Sombra/http://www.jabasta.com.br/?p=5150#more-5150
SGT JOSENY LOPES
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