quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Comandante da PMDF falta audiência para tratar de crise na segurança



Comandante da PMDF falta audiência 



para tratar de crise na segurança


Reunião na Câmara debateu alta na violência após operação tartaruga.
Secretário de Segurança diz que situação prejudica imagem da PM.

Ricardo MoreiraDo G1 DF

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anderson Moura, não compareceu a audiência marcada para essa terça-feira (4) na Câmara dos Deputados para discutir a crise na segurança doDistrito Federal. Após a operação tartaruga, deflagrada por PMs, os números da criminalidade em várias regiões administrativas subiram.
A Justiça decretou a ilegalidade do movimento. Porém, algumas associações de PMs desafiam a ordem judicial e afirmam que a demora no atendimento às ocorrências vai continuar até que o governo atenda aos pedidos de aumento salarial para a categoria.
Por e-mail, a assessoria de imprensa do GDF chegou a dizer que o comandante-geral da PM não havia sido convidado oficialmente para a audiência pública. Cerca de 1h30 depois da mensagem, a assessoria retornou informando que o coronel foi convidado oficialmente, mas que não pode comparecer porque "está colocando a corporação para trabalhar com todo o afinco possível".
O convite ao comandante da PM foi encaminhado no dia 31 de janeiro, segundo a assessoria do deputado federal Luiz Pittiman, coordenador da bancada parlamentar do DF.
Durante a audiência, integrantes da bancada parlamentar do DF aprovaram, por unanimidade, o pedido de audiência imediata com o governador Agnelo Queiroz (PT). Até o fechamento dessa reportagem, o GDF não havia se manifestado sobre o assunto.
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Secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, durante audiência da Câmara dos Deputados. (Foto: Ricardo Moreira / G1)Secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, durante audiência da Câmara dos Deputados.
(Foto: Ricardo Moreira / G1)
Com a ausência do coronel, coube ao secretário de Segurança Pública Sandro Avelar falar pelo governo. Ele não explicou quais novas medidas estão sendo tomadas para tentar coibir a ação de criminosos no DF. Avelar admite que houve uma queda da produtividade policial e que a elevação dos números da criminalidade prejudica a imagem da própria Polícia Militar.
O diretor-geral da Polícia Civil do DF, Jorge Xavier, disse que a quantidade de homicídios cometidos entre dezembro de 2013 e janeiro deste ano superou a média histórica nos últimos anos. Segundo Xavier, no ano passado, a média de homicídios ficou em 58 casos por mês. Nos últimos três meses, essa média subiu para quase 80, segundo o diretor-geral da Polícia Civil.
O diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Xavier, participou de audiência na Câmara dos Deputados, marcada para debater o aumento da violência no Distrito Federal (Foto: Ricardo Moreira / G1)No centro da foto, o diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Xavier, que participou de audiência na Câmara dos Deputados, marcada para debater o aumento da violência no DF (Foto: Ricardo Moreira / G1)
Ana Cleide Almeida, mãe do jovem Leonardo Monteiro, morto após levar um tiro em frente ao prédio que morava em Águas Claras, no fim de janeiro, esteve na Câmara dos Deputados para pedir o fim da violência. Ela cobrou ações concretas por parte dos parlamentares. "Eu estou tentando que o meu filho não seja uma estatística. Por isso é que eu estou aqui. Eu não quero que ele seja só mais um número".
Fonte:http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/02/comandante-da-pmdf-falta-audiencia-para-tratar-de-crise-na-seguranca.html
SGT JOSENY LOPES 05022014
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