terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

“EU EXISTO!” NOVO GRITO DOS MILITARES DO DF

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“EU EXISTO!”


ASSEMBLÉIA DE PRAÇAS, ASSEMBLÉIA DE OFICIAIS, REUNIÃO NA CÂMARA LEGISLATIVA, PASSEATA ATÉ O PALÁCIO DO PLANALTO, PRISÕES DISCIPLINARES, ENFIM, A SEMANA FOI PEQUENA PRA TANTOS ACONTECIMENTOS
Esse capítulo da novela GDF X PM/BM vai ficar para a história e será contada com grande orgulho para os praças da Polícia Militar  e do Corpo de Bombeiros que fizeram parte desse episódio.
 
Os PMs e bombeiros lotaram o auditório da Câmara Legislativa, ficando mais de mil do lado de fora do salão. Não havia espaço pra mais ninguém e era claro e evidente a emoção com que conclamavam em gritos de liberdade. Parecia som de trovão quando o auditório inteiro levantava as mãos, segurando a identidade militar e dizendo “EU EXISTO!” As palavras pareciam uma resposta as declarações do Cmt. Geral da PMDF, que dizia em uma reunião no Clube de Oficiais da instituição, que apenas os que estavam lá é que realmente eram os “verdadeiros policiais”.
HISTÓRICO RÁPIDO
No dia 19/02 houveram duas assembleias. Na primeira os militares PMs e BMs, na sua maioria praças (evidente) votaram NÃO pela proposta de reajuste salarial do GDF diferenciada entre as graduações. No mesmo dia, os comandantes das duas corporações estiveram presentes no Clube de Oficiais da PMDF e votaram pelo SIM ao reajuste. Detalhe: havia no local cerca de 700 militares, a maioria convocada, segundo o blog Galo de Briga, escrito por um oficial do CBMDF que estava presente, sendo em sua maioria oficiais com poucos “gatos pingados” de praças que estavam de serviço e que foram convocados, excluindo cabos e soldados da convocação.
No blog Galo de Briga, o Ten Rajão escreve “tinha vergonha de ser oficial“, tamanha a repulsa por aquele episódio. Ainda segundo Rajão, muitos oficiais tem a mesma opinião que ele. Vejam um trecho de sua postagem com título INDIGNAÇÃO E VERGONHA:
fiz questão de ir aquele local. Fui hostilizado com os olhares de muitos!!! Fui recriminado!! Recebi algumas ameaças abertas e veladas!!! Mas quero dizer para todos os Senhores: tenho o total direito de expressar a minha opinião politica a respeito de qualquer assunto! 
 Estamos numa democracia!!!
 O Brasil não e a Venezuela!!
 E vamos lutar para que não vire uma!!
Entretanto, quanto a posição que tomei, tenho conversado com muitos Oficiais, e estes comungam do mesmo pensamento. Peço desculpas a estes Oficiais! Aquele discurso não era para os Senhores. ”
Fonte: http://jornalgalodebriga.blogspot.com.br/2014/02/pasquim-da-seguranca-indignacao-e.html
REUNIÃO NA CÂMARA LEGISLATIVA
reunião cldf 2014
Realmente foi um episódio chocante e certamente o episódio do Clube dos Oficiais da PMDF  será lembrado por muitos, resta saber se será lembrado com honra ou com vergonha. Certo é que o sorriso dos participantes não durou muito tempo, pois os praças reescreveram a história de luta por dignidade, liberdade de expressão, igualdade e melhorias salariais, quando lotaram o auditório da CLDF.
 
Durante a reunião alguns deputados discursaram para os presentes, marcando inclusive o retorno do deputado e bombeiro militar Aylton Gomes e do policial militar Patrício. Ambos estiveram todo o tempo a frente da reunião que contou também com a presença dos deputados Paulo Roriz, Eliana Pedrosa, Liliane Roriz (filha do ex-governador Joaquim Roriz) e Celina Leão. Depois, na passeata, o deputado Dr. Michel, que também é delegado da PCDF, juntou-se a grupo de manifestantes.
Os deputados não esconderam sua indignação com o que chamaram de “golpe militar”. Celina Leão, sempre com tom eloquente, disse que convocaria naquela casa (CLDF) os comandantes das duas corporações além do Cel Leão, chefe da Casa Militar do GDF e pessoa de confiança do governador Agnelo, e possivelmente o articulador da referida reunião no clube.
Estiveram também na reunião os policiais ST Pato e o Sgt Eliomar, ambos representantes do NMU, que durante os últimos anos estiveram a frente das manifestações e negociaram intensivamente a favor dos militares. Os policiais militares Jabá, Roner Gama e Guarda Jânio, que é suplente de deputado distrital, também participaram do evento, além de diversas lideranças conhecidas no meio militar. O Ten poliglota também se fez presente e logo depois, através da Internet, manifestou o apoio a reunião e disse estar tranquilizado quanto ao papel que os deputados devem ocupar e que mesmo assim continuará lutando pelos direitos dos militares juntamente com o NMU.
No fim da reunião foi novamente perguntado aos presentes, de maneira simbólica, já que a assembléia realizada na Praça do Buriti era considerada legal, se eles aprovavam a proposta do GDF e a resposta foi unânime, “NÃO”. Depois o deputado Patrício perguntou se a reunião realizada no Clube de Oficiais tinham a aprovação dos presentes, novamente em unânime e disseram NÃO e depois viraram as costas como sinal de repúdio por aquele ato.
 Em busca de uma solução para a crise na segurança pública do DF e também em solidariedade ao profissionais destas duas instituições, a pedido do deputado Aylton Gomes, que também é sargento do Corpo de Bombeiros, a pauta da Câmara Legislativa está trancada. Não se vota nenhum requerimento do governo executivo e de nenhum dos deputados até que o governador se manifeste em favor dos militares e algum avanço sobre o encaminhamento da restruturação da carreira seja evidente, pois o tempo para aprovação pelo Congresso Nacional e sansão da presidente Dilma está se findando. Além disso, teme-se que o governo federal negue-se a aprová-la para que não surja mais pretensos movimentos no Brasil à exemplo do DF.
  
reunião cldf 2014
PASSEATA
Depois da reunião os policiais e bombeiros militares realizam uma passeata na Esplanada dos Ministérios rumo ao Palácio do Planalto. Um carro de som puxava o protesto de cerca de sete mil militares, segundo dados da Comunicação Social da PM.
Somente a metade das faixas do Eixo Monumental foram ocupadas, para que o transtorno a população fosse minimizado. Os militares fizeram uma parada no Congresso Nacional e terminaram no Palácio do Planalto com o grito de “SEM RESTRUTURAÇÃO, COPA NÃO!”.
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 REPERCUSSÃO
Após o reunião e a passeata, muitos jornais estamparam a notícia e veicularam rapidamente o evento. Contudo, alguns deles estamparam a notícia de forma pejorativa com palavras garrafais dizendo “MP DETERMINA PRISÃO DE REBELDES”, como se o evento tivesse provocado o Ministério Público a intervir. O ato foi pacífico e popular. A sugestão a que se referem, veio sim do MP mas já há uma semana, portanto antes da reunião e passeata da câmara.
Veja o vídeo em uma das emissoras de TV.

PRISÕES
Contudo, nos últimos dias foi veiculado em jornais que cerca de 12 policiais militares estariam sendo presos por insubordinação. Alguns policiais recusam-se a dirigir viaturas por conta do velho problema envolvendo o norma do Contran que diz que para se conduzir viaturas é preciso o curso específico, ainda inexistente na corporação. Todavia, é preciso deixar claro que embora ainda haja muita dúvida quanto a norma do Contra, as decisões judiciais contra e a favor, a portaria interna da PMDF e a nova portaria do Contran, é preciso lembrar que o arcaico RDE prevê a prisão por descumprimento de ordem e ao policial e bombeiro é preciso sabedoria ao se deparar com algumas situações que julga estarem erradas e mesmo assim terem recebido a ordem de executá-las. Segundo alguns especialistas em direito militar, o melhor a fazer é cumprir a ordem, se for o caso pedi-la por escrito e fazer um memorando sobre o caso, inclusive citando a decisão judicial e argumentando que foi avisado ao seu superior que existe a norma do Contran e alguma decisão judicial desautorizando a condução de viaturas. É preciso ter bom senso e agir com conhecimento de causa e tomar a decisão baseado na razão.
Segundo uma fonte no Comando da PM, os 12 mandados teriam sido cumpridos até a noite. Outros 20 policiais estariam identificados por atitudes semelhantes e podem ser presos a qualquer momento. Conforme a legislação militar, os homens presos provisoriamente cometeram quatro crimes, que podem levá-los à cadeia no fim do processo (leia Os crimes). Além disso, pelas condutas identificadas, também responderão administrativamente a procedimentos que podem ir de advertências a expulsão.
A identificação dos 12 policiais, segundo o corregedor-geral da PM, Cel Civaldo Florêncio da Silva, foi possível após a aquisição, em dezembro do ano passado, de uma ferramenta que permite rastrear o envio de e-mails, postagens e mensagens pela internet, por rádio ou por celulares. “Quando observamos nas redes sociais alguns tipos de críticas indevidas, de incitação ao crime, de desrespeito e publicações indevidas, buscamos a identificação desses policiais”, detalhou.
O deputado Patrício disponibilizou o telefone de sua assessoria jurídica para ajudar militares em situações dessa natureza ou que estiverem sendo ameaçados com punição por conta dos últimos acontecimentos. A Aspra, através de seu vice-presidente, Sgt. Sansão, também disponibilizou seus advogados para qualquer militar, associado ou não.
Telefones: 3348.8120 à 26.
Deputado Patrício: 9666.9286 – 9206.8041
Adv. 8492.2342 – Dr. Elton
O Dr. Elton vai coordenar as ações jurídicas
*Obs: O portal Somos Heróis não tem qualquer vínculo com qualquer político e se reserva apenas em informar o telefone acima por julgar que ajudará militares que precisem de algum apoio jurídico.
POLÍTICA
Muito tem se perguntado porque só agora os deputados eleitos pelos militares apareceram e se dispuseram a liderar o movimento. Num ano de eleições é sempre visto com muita desconfiança a aproximação de deputados, especialmente porque nos últimos dois anos eles estiveram distantes do seus eleitorado, e muitos adjetivos nada amigáveis foram utilizados nas redes sociais para classificá-los, tamanha a indignação por parte da tropa que não entendia o porquê do abandono.
patricio e aylton
Ainda  cedo para fazer alguma especulação sobre a real motivação da conduta dos deputados Aylton Gomes e Patrício, mas uma coisa é certa, independente da opção que cada um fará nas eleições de 2014 é preciso utilizar o poder que estes parlamentares tem e seu poder de fogo para lutar contra as forças políticas que se opõem a restruturar a carreira das duas corporações além de melhorar seus vencimentos. Sem uma força política ativa a eficácia de luta é pequena. Os militares com certeza farão um julgamento muito criterioso dos meses que se seguirão e tudo que conquistarão nos meses seguintes. Duas palavras estão na boca dos militares ISONOMIA E RESTRUTURAÇÃO.
Fonte:http://somosherois.com.br/eu-existo/

SGT JOSENY LOPES 25022014

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