domingo, 23 de fevereiro de 2014

Na PMDF a voz da maioria não vale nada? Ou será o chicote do GDF? Por Edson Sombra

Na PMDF a voz da maioria não vale nada? Ou será o chicote do GDF?
Por Edson Sombra

A guerra foi declarada entre os oficiais e as praças da PMDF, nesse jogo de empurra, perde a população do Distrito Federal.

O sentimento de revolta nas últimas horas é gritante dentro da tropa, policiais reclamam diante do que consideram injustiças cometidas, tanto interna como externamente. ...

Conforme divulgamos aqui no blog ontem (18), cerca de 10.000 policiais e bombeiros militares reunidos na praça do Buriti rejeitaram a proposta de reajustes feita pelo governador. Tudo se iniciou pelas cobranças das promessas da campanha de 2010.

Logo após do resultado proclamado em praça pública, comandantes de unidades foram convidados pelo comandante geral da PMDF para uma outra reunião, eles por sua vez, convidaram outros, outros determinaram, e assim subtenentes e sargentos se deslocaram ao Clube dos oficiais da PM, tudo muito rápido, em poucas horas, para que se fizesse uma assembleia, considerada por muitos como por "debaixo dos panos." 

O objetivo era simplesmente tornar público, o que já havia sido decidido entre  quatro paredes, e com o suposto aval daqueles que foram convocados. Ai cria-se a discórdia e dividisse a tropa. A minoria tornaria nulo o que a maioria ao ar livre, às claras e democraticamente, apresentou, discutiu, ponderou, votou e rejeitou. É o jogo da negociação adquirida nas últimas décadas de aprimoramento da recente democracia no Brasil.

Na sombra, de farda, o comandante geral da PMDF agiu como um sindicalista. Em um clube restrito, no Clube dos Oficiais, o coronel Anderson Moura e outros oficiais, onde não foi visto ao seu lado nenhuma praça, e sob o olhar e orientação do chefe da Casa Militar do DF, "aprovou" a proposta já rejeitada em praça pública. Ele desrespeitou, e atropelou a 1ª reunião onde estiveram presentes cerca de 10.000 policiais. Ao desrespeitar a vontade daquela massa que esteve presente na Praça do Buriti, os tratou como párias da corporação que diz ter sob seu comando. 

Na ocasião, talvez não tenha medido as consequências do ato que praticava. Acabava de rachar o que ainda restava da tropa, agora é ele e seus oficias contra o restante da tropa. 

Uma incoerência, pois são os soldados, cabos e sargentos os responsáveis diretos pelo combate à criminalidade e o atendimento à população nas ruas e avenidas do DF. Desrespeitados, qual a motivação terão esses homens e mulheres para defender a sociedade?

Desabafos revoltados alertam, "O gesto de uma minoria, minará a Polícia Militar de forma avassaladora! O que houve ontem foi algo jamais visto na história da PMDF. Um fato vergonhoso que fará parte da história da corporação." 

E questionam, "Convocam para uma assembleia deliberada por oficiais fardados e usando viaturas do estado, em cima de um movimento de praças legitimado em reuniões até com a presença do governador, para mudar a fórceps o que já havia sido decidido, o resultado que foi apresentado pelo comandante da PMDF ao governador do DF, não foi conquistado democraticamente, por quê?"

Para alguns. "Foi um verdadeiro golpe militar em que parece predominar o autoritarismo e o desrespeito aos direitos do homem." 

“Até a manhã de ontem, e em todos os momentos, o jogo foi jogado às claras. E dele e em todos os capítulos o coronel Anderson participou. E por que mudou?”

“Por quê? Se os integrantes que participaram das discussões, obedeceram o principio do respeito a hierarquia que é praticada nos quartéis, e nele até os paisanos, como são chamados os cidadãos civis, respeitaram os demais protagonistas e participantes, PMs e BMs. ”

“O comandante geral da PMDF ao conclamar "monocraticamente"  uma reunião para desfazer o resultado oriundo de sua tropa em praça pública, afronta os princípios básicos de respeito aos seus comandados. Jogou os oficiais contra os seus comandados.”

O que se questiona? Seria, o comandante da PMDF superior ao estado democrático de direito? Afinal como cobrar respeito, quando não se respeita a outrem? 

Isso é que policiais e bombeiros militares, bem como a sociedade gostariam de saber? Seu ato lhe será cobrado no futuro. Ou ele cumpriu ordens do governador do Distrito Federal? Afinal lá estava o chefe da Casa Militar Rogério Leão, bem ao seu lado, logo ele, que é considerado como o grande responsável pelo estado de insatisfação, desmotivação e quebra da hierarquia em que vive a Policia Militar do Distrito Federal durante o governo Agnelo Queiroz.

E recordar que tudo isso começou com uma simples quebra de promessas feitas durante uma campanha eleitoral!!!!!

Que sirva de exemplo aos postulantes a candidatos ao Buriti. Não prometam. Se prometerem........  
Fonte: Redação - http://www.edsonsombra.com.br/post/na-pmdf-a-voz-da-maioria-nao-vale-nada-ou-sera-o-chicote-do-gdf

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