quarta-feira, 28 de maio de 2014

Metroviários aprovam greve em assembleia em São Paulo

Metroviários aprovam greve em assembleia em São Paulo

Categoria decidiu nesta terça-feira (27) parar a partir do dia 5 de junho. 
Antes da paralisação, categoria tentará conciliação na Justiça do Trabalho.

Marcelo MoraDo G1 São Paulo
Assembleia no Sindicato dos Metroviários (Foto: Marcelo Mora/G1)Assembleia no Sindicato dos Metroviários (Foto: Marcelo Mora/G1)
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo – que representa funcionários do Metrô nas linhas 1, 2, 3 e 5 da capital paulista – aprovou a greve em assembleia nesta terça-feira (27). A paralisação está prevista para ocorrer no dia 5 de junho.
A categoria ainda pretende trocar a greve por catraca livre. A direção do sindicato quer negociar com o governo tal proposta para que os funcionários não sejam lesados financeiramente.
A paralisação ainda pode ser evitada em reunião de conciliação na Justiça do Trabalho e uma nova assembleia, ambas marcados para o dia 4 de junho. Neste mesmo dia, às 10h, o grupo fará um ato na Praça da Sé, no Centro da cidade. Eles também devem aprovar a distribuição de uma carta aberta à população.
Na noite desta terça (27), a assembleia votou duas propostas: a que foi aprovada e outra, que previa paralisação de 24 horas no dia 30, próxima sexta-feira, seguida de greve por tempo indeterminado no dia 5.
O presidente do sindicato, Altino Melo dos Prazeres, explicou que no dia 5 a greve deve começar na madrugada, entre 4h e 5h. "Não há como interromper exatamente à meia-noite. O pessoal vai concluir o turno até a 1h, 2h (da madrugada) e depois o pessoal do turno seguinte não entra para trabalhar", explicou. 
O presidente do sindicato deixou claro que só não haverá greve se o Metrô elevar consideravelmente a proposta de reajuste salarial. “Estamos falando em um reajuste de dois dígitos. Não chegando à casa dos 18%, 19%, não vai ter acordo", defendeu.
A categoria já tinha declarado estado de greve na terça-feira (20). Dede quinta (22), parte dos funcionários passou a trabalhar sem o uniforme do Metrô e a usar coletes da campanha salarial.
Negociação de reajuste
Desde o início do mês, o sindicato e o Metrô negociam um reajuste de salários – a data-base da categoria é 1º de maio. O sindicato pede 35,47% de reajuste (7,95% de Inflação + 25,5% de aumento real), reajuste de 13,25% para o Vale Refeição, valor de Vale Alimentação de R$ 379,80 (atualmente o valor é de R$ 247,69), plano de carreira da GMT e GOP, Metrus Saúde para aposentados, reposição do quadro de funcionários e PR Igualitária.

De acordo com os metroviários, após cinco reuniões de negociação apenas dizendo não às reivindicações, a empresa ofereceu apenas 5,20% de reajuste.
O Metrô informou que “está aberto ao diálogo” para chegar a um acordo com os funcionários e que “confia no bom senso da categoria” para que os usuários não sejam prejudicados.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/05/metroviarios-aprovam-greve-em-assembleia-em-sao-paulo.html
CÂNDIDO 28052014
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