sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Policial e político. Porquê não?




Policial e político. Porquê não?


O ex-secretário de Segurança do DF, Sandro Avelar, fala sobre a importância dos legisladores conhecerem a realidade das ruas e dos crimes da vida real.



A insegurança dos tempos atuais é constante e levianamente atribuída à ineficiência do trabalho da polícia. Nada mais injusto, pois no Brasil os policiais sao obrigados a enfrentar leis ultrapassadas que em muito prejudicam a sua atuação. O que dizer da legislação, com mais de 70 anos, que trata um cidadão com quase 18 anos como se fosse incapaz de entender o caráter criminoso de seus atos? E os criminosos reincidentes, diversas vezes presos e devolvidos à sociedade pouco tempo depois, configurando mais de 70% dos autores de crimes em todo o Brasil?

Talvez isso explique o porquê de o Brasil ter 16 das suas 27 capitais entre as 50 cidades mais violentas do mundo. E Brasília, é bom que se diga, já pertenceu a esse triste ranking, dele saindo em 2013, às custas de muito trabalho das nossas corporações.

Os membros de carreiras vinculadas à segurança pública que tem a pretensão de seguir carreira política podem acrescentar muito à sociedade, pois estão próximos da realidade das ruas e sabem na prática o que muitos legisladores só conhecem pelos jornais.


A discussão das questões relacionadas à segurança por profissionais da área, e não somente por acadêmicos e teóricos, é medida que se impõe urgentemente no país. A soma de experiências distintas mas pertinentes, permitirá às casas legislativas discutir e encontrar soluções efetivas para a redução da criminalidade.

Por Sandro Avelar
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