quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sérgio Cabral pegou fogo

Sérgio Cabral pegou fogo


Por Rodolfo Amstalden*

A Lava Jato não perde o fôlego por um minuto sequer; respira pixulecos.

No esquema criminoso de Sérgio Cabral, a propina era chamada de "oxigênio”.

224 milhões de reais em desvios de contratos oxigenados.

O MPF descobriu que 7% do valor das obras eram destinados ao suborno.
Destes, 5% iam para Cabral, 1% para Hudson Braga e 1% para conselheiros do Tribunal de Contas do Rio.

Fico a imaginar qual regra econômica determinara esses 7%, assim como sua justa distribuição em 5-1-1.

Provavelmente, a regra do máximo oxigênio possível, sujeito ao mínimo esforço.

Uma regra nociva a todos nós, e ainda mais perigosa aos próprios inaladores.

Em Las Vegas, corre a lenda de que os cassinos bombam O2 em suas instalações, para que os apostadores se sintam particularmente estimulados.

Quanto mais oxigênio, maior o risco das apostas.

A lenda não vai tão longe.

Oxigênio em excesso torna tudo muito mais inflamável.


*Rodolfo Amstalden é sócio da Empiricus Research. É bacharel em Economia pela FEA-USP, em Jornalismo pela Cásper Líbero, mestre em Finanças pela FGV-EESP e analista com certificação CNPI. Na Empiricus, Rodolfo é responsável pelo Programa de Riqueza Permanente®.
 

 

Reunião de Pauta - 17.11.2016 - Lava Jato chega aos peixes graúdos 

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